e se braga fosse chuva
sábado, 19 de maio de 2012
o ponto mais alto
sexta-feira, 18 de maio de 2012
A minha tia, ontem à tarde, disse-me uma coisa que me deixou completamente estupefacto
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Muro
quinta-feira, 5 de abril de 2012
23, vinte e três, ou a tragédia do senhor, ou adeus
quarta-feira, 28 de março de 2012
elipses
terça-feira, 13 de março de 2012
22, vinte e dois - ou a má disposição ou o bilhete só de ida
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Como sempre
sábado, 19 de novembro de 2011
nulo
Os acontecimentos desta vez foram completamente ímpares sendo que não há memória na história de algo desta magnitude. Apenas há mais de um século os números se aproximaram dos de hoje. Várias testemunhas relatam o quão impressionante foi. Houve mesmo uma delas que pormenorizou as graves consequências directamente relacionadas com a situação descrita. Infelizmente não foi a única e apesar de ainda não estarem completamente contabilizados os estragos, facilmente afirmamos que nunca nada foi visto como hoje. O tempo para recuperar todos estes prejuízos será muito longo e necessitará de todas as ajudas possíveis. Especialistas de várias áreas já se dirigiram para o local tendo-se distribuídos por várias zonas ajudando e recolhendo informações para perceber melhor a raiz da situação e definindo caminhos para tentar colmatar as falhas por esta levantada.
Repetimos, nunca nada foi visto assim.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
alínea b)
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
vinte e um, 21, XXI
Houve uma das “Cidades Invisíveis” (Italo Calvino) que me ficou especialmente na retina. Posso não me lembrar com a melhor acuidade, mas do que me lembro era uma cidade que estava “rachada” a meio apresentando duas faces completamente distintas: uma com prédios de betão e pessoas comuns e a outra com tendas de circo e os seus respectivos artistas e roulottes e jaulas de animais e restante parafernália. Sazonalmente a cidade mudava e uma das partes seguia viagem. Se fosse outro qualquer seria obviamente a metade do circo a levantar tenda e partir, no entanto o Sr. Calvino descreve um levantamento de todas as paredes e muros de cimento e tijolo e a sua partida, restando o referido circo!
E agora? O que é que fazemos com isto na mão? Fica o circo e parte a cidade?
A língua portuguesa tem uma particularidade (da qual me orgulho) que permite melhor análise a este tipo de questões. A diferença entre os verbos ser e estar. O italiano, só tem o verbo essere o que significa que nem o autor pôde ver as coisas desta forma tão clara.
A cidade de betão estava, a cidade do circo era.
Passa-se o mesmo por estas terras de Bracara Augusta. As coisas que estão podem-se mudar de sítio, as coisas que são vão ser os motores da mudança (por coisas entendam-se pessoas, grupos, marcas históricas). Posso regressar, mais uma vez, ao paralelismo da Braga Branca e da Braga Negra, mas nem tudo (ou nada mesmo) é bidimensional. Para além de que dentro de cada coloração existem circos e edifícios, podemos assumir outros paradigmas de percepção e tentar perceber o problema existente na inexistente simbiose entre a cidade centro, marca e história e a instituição superior de ensino, máquina de fazer bonecos, que apesar do desvio de meio grau, foi por cá plantada.
Existe uma redoma que fecha a freguesia universitária que nem a geira milenar consegue aproximar. Problema identificado: o ilustre instituto educativo das terras do Minho está em Braga, não é em Braga!
Soluções?